A Justiça Federal recebeu denúncia do Ministério Público Federal contra um garimpeiro acusado de liderar a extração ilegal de diamantes em terras indígenas localizadas em Vilhena, no estado de Rondônia. O flagrante ocorreu em maio de 2023 durante a Operação Oraculum, quando a Polícia Federal abordou o suspeito em uma motocicleta enquanto ele operava um rádio clandestino para coordenar as atividades de garimpo.
O réu admitiu atuar na região há cinco anos e coordenar um acampamento com cerca de 15 garimpeiros. As investigações apontam para a prática de crimes como usurpação de bens da União, extração mineral sem autorização e invasão de terras públicas federais, além do uso irregular de rádio e degradação ambiental em área protegida.
Detalhes da abordagem na operação oraculum
A Polícia Federal, em conjunto com o Ibama, realizou a abordagem em maio de 2023 nas Terras Indígenas Roosevelt e no Parque Aripuanã. O garimpeiro foi flagrado conduzindo uma motocicleta e utilizando equipamento de rádio sem licença para orientar a extração mineral na região.
Durante o interrogatório, ele confirmou a coordenação do acampamento e a presença de aproximadamente 15 trabalhadores no local. A operação revelou indícios de danos ambientais causados pela atividade ilegal em área de proteção federal.
Próximos passos no processo judicial
Com a denúncia recebida pela Justiça Federal, o processo segue agora para as etapas de defesa e eventual julgamento. O Ministério Público Federal busca responsabilizar o réu pelos crimes ambientais e de usurpação de recursos da União.
As autoridades continuam monitorando a região para evitar a retomada de atividades de garimpo ilegal em terras indígenas. O caso reforça a atuação integrada entre PF, MPF e Ibama no combate a essas práticas em Vilhena.