Os servidores públicos municipais de Chupinguaia mantêm a tensão sobre um projeto de lei que altera benefícios da categoria, após decisão de prorrogar o estado de greve por mais 15 dias. A medida foi tomada após reunião com o prefeito no dia 29 de junho de 2026, quando o Executivo sinalizou positivamente para possível revogação do texto. Caso não haja resposta favorável até o final da semana, a paralisação será deflagrada.
Motivos da insatisfação dos servidores
O projeto de lei, enviado à Câmara no início de junho de 2026, prevê a redução de vantagens como licenças-prêmio, adicionais por tempo de serviço e gratificações. Os servidores, representados pelo Sismuch e seu presidente Ednaldo Rodrigues, consideram as mudanças prejudiciais e já haviam decretado estado de greve em maio deste ano.
A revolta cresceu porque as alterações afetam diretamente a remuneração e os direitos acumulados ao longo da carreira. Representantes da categoria afirmam que o texto ignora demandas históricas e foi apresentado sem diálogo prévio com o sindicato.
Reunião adia deflagração da greve
Durante o encontro com o prefeito, os servidores obtiveram a promessa de análise do projeto. O prazo de 15 dias foi estabelecido para que o Executivo avalie a situação e apresente uma posição definitiva. A decisão evita a paralisação imediata, mas mantém a mobilização da categoria.
O prefeito sinalizou positivamente sobre a revogação do projeto. Ele pediu um tempo para avaliar a situação e prometeu dar uma resposta definitiva até o final desta semana
Ednaldo Rodrigues
Próximos passos da categoria
O Sismuch orienta os servidores a permanecerem em estado de alerta até o fim do prazo. Se o projeto não for revogado, a greve geral será deflagrada automaticamente após os 15 dias. A categoria reforça que busca apenas a manutenção dos direitos atuais e está aberta ao diálogo.