A Polícia Civil de Rondônia, por meio da Delegacia de Repressão a Entorpecentes de Porto Velho, deflagrou na quinta-feira, 27 de agosto de 2026, a segunda fase da Operação Quirinos, que resultou no bloqueio de até R$ 8,66 milhões em ativos financeiros, uma prisão preventiva e o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão em Vilhena e Porto Velho. A ação, realizada com apoio da Polícia Civil de São Paulo, mira uma organização criminosa investigada por tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. As medidas foram determinadas após a apreensão anterior de aproximadamente seis toneladas de maconha tipo skunk, avaliada em R$ 18 milhões.
Desdobramentos da operação em Rondônia
Os mandados incluíram o sequestro de imóveis e veículos ligados aos investigados, além do bloqueio de contas bancárias e outros ativos financeiros. A prisão preventiva foi executada para impedir a continuidade das atividades criminosas. As buscas ocorreram simultaneamente nos dois municípios, garantindo o cumprimento das ordens judiciais sem resistência.
Investigadores da Delegacia de Repressão a Entorpecentes de Porto Velho coordenaram as equipes no local, enquanto o suporte técnico de São Paulo auxiliou na análise de dados financeiros. O material apreendido na primeira fase da operação apontava para o envio de grandes quantidades de skunk do Norte para o Sudeste do país.
Contexto da investigação sobre o tráfico
A Operação Quirinos teve início após a identificação de rotas utilizadas pela organização para transportar a droga interestadualmente. As análises financeiras revelaram indícios de lavagem de dinheiro por meio de empresas e bens em nome de terceiros. As autoridades continuam monitorando os desdobramentos para identificar outros envolvidos.
Medidas judiciais e próximos passos
Os bloqueios de até R$ 8,66 milhões visam garantir o ressarcimento de eventuais prejuízos e impedir a movimentação de recursos ilícitos. A Polícia Civil de Rondônia informa que a investigação permanece em andamento, com foco na desarticulação completa do grupo. Novas ações poderão ser realizadas conforme o avanço das apurações.