A Polícia Civil de Rondônia deflagrou nesta sexta-feira, 17 de julho de 2026, a Operação Capão da Onça, com o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão contra 17 pessoas e uma empresa. A ação, coordenada pela 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado, investiga a ocupação irregular de uma área de aproximadamente 1.300 hectares em Rondônia, incluindo venda ilegal de lotes, grilagem de terras e desmatamento. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho e executados com apoio de equipes especializadas em diferentes municípios.
Operação mobiliza forças em várias cidades
As buscas ocorreram simultaneamente em Nova Brasilândia do Oeste, Urupá, Cacoal, Ji-Paraná, Alvorada do Oeste, Rolim de Moura e Castanheiras. Equipes da 1ª e 2ª Draco, Delegacia de Polícia de Nova Brasilândia do Oeste, Gerência de Polícia Metropolitana, Perícia Criminal e Polícia Militar participaram da operação. O foco principal recai sobre a venda irregular de lotes em área rural e os impactos ambientais decorrentes da ocupação ilegal.
Crimes ambientais e grilagem no centro das investigações
As apurações apontam para um esquema de grilagem que envolve a comercialização fraudulenta de terras e o desmatamento ilegal em larga escala. A Polícia Civil utiliza ordens judiciais específicas para coletar documentos e provas que comprovem as irregularidades. Até o momento, não há informações sobre prisões, mas os alvos permanecem sob investigação para esclarecer a extensão do esquema.
A operação reforça o combate a crimes fundiários em Rondônia e demonstra a integração entre diferentes órgãos de segurança. Os trabalhos de perícia seguem em andamento para quantificar os danos ambientais e identificar todos os envolvidos na cadeia de ocupação irregular.