A morte de Talyta Martins de Souza, de 28 anos, no Hospital Cooperar em Vilhena, no dia 19 de agosto de 2026, levanta questionamentos sobre o tempo de resposta do sistema de saúde após decisões judiciais. A paciente buscou atendimento inicial na UPA em 23 de julho de 2026 com tosse forte e recebeu diagnóstico de manchas nos pulmões, anemia e trombose pulmonar. Familiares e a advogada Angélica Bueno apontam um atraso de uma semana entre a liminar judicial de 17 de agosto e a transferência para atendimento especializado.
Histórico dos atendimentos em Vilhena
Talyta Martins de Souza passou por atendimentos na UPA, no Hospital Regional de Vilhena e, por fim, no Hospital Cooperar. Os exames iniciais revelaram complicações pulmonares que exigiam internação em UTI e cuidados especializados. A família relata que a paciente permaneceu em observação enquanto aguardava autorização para transferência.
Após o diagnóstico, foram protocoladas ações judiciais para garantir internação imediata e posterior transferência. A liminar foi concedida em 17 de agosto de 2026, mas o atendimento especializado só ocorreu uma semana depois. Dois dias após a chegada ao Cooperar, Talyta faleceu.
Reivindicações da família e próximos passos
A advogada Angélica Bueno e os familiares entendem que o intervalo entre a ordem judicial e o atendimento especializado configurou atraso evitável. O caso deve ser levado à Justiça para apuração de responsabilidades. Até o momento, não há posicionamento oficial das instituições envolvidas sobre os prazos de transferência.
Os próximos passos incluem a apresentação de documentos e depoimentos que detalhem a linha do tempo dos atendimentos. A investigação busca esclarecer se houve falha no cumprimento da decisão judicial e quais medidas poderiam ter sido adotadas para agilizar o acesso ao tratamento especializado.