STJ – Notícias Vilhena https://noticiasvilhena.com.br Notícias de Vilhena e Região Wed, 12 Aug 2026 17:05:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.2 https://noticiasvilhena.com.br/wp-content/uploads/2026/07/cropped-icon-32x32.png STJ – Notícias Vilhena https://noticiasvilhena.com.br 32 32 STJ nega habeas corpus a homem condenado a 87 anos por cinco homicídios e integração ao PCC https://noticiasvilhena.com.br/stj-nega-habeas-corpus-homem-condenado-87-anos-pcc/ https://noticiasvilhena.com.br/stj-nega-habeas-corpus-homem-condenado-87-anos-pcc/#respond Wed, 12 Aug 2026 17:05:49 +0000 https://noticiasvilhena.com.br/stj-nega-habeas-corpus-homem-condenado-87-anos-pcc/ A desembargadora convocada Nilsoni de Freitas, do Superior Tribunal de Justiça, negou habeas corpus impetrado em favor de um homem condenado a 87 anos, cinco meses e 20 dias de prisão por participação em organização criminosa armada, cinco homicídios qualificados e ocultação de cadáver. A decisão reforça a jurisprudência do STJ de que o habeas corpus não pode substituir recursos ou revisões criminais sem flagrante ilegalidade. Os crimes ocorreram entre 2021 e 2022 em área de mata próxima à Favela do Chiclete, em Carapicuíba, São Paulo.

Contexto dos crimes e da condenação

O réu foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por integrar o Primeiro Comando da Capital e por executar cinco homicídios qualificados, além de ocultar os corpos das vítimas. Uma das vítimas era escrivã da Polícia Civil de São Paulo. O Ministério Público apresentou provas que sustentaram a materialidade dos delitos e a participação ativa do condenado na organização criminosa.

A defesa alegou quebra da cadeia de custódia de provas, ausência de materialidade dos crimes e condenação contrária às provas dos autos. Esses argumentos foram apresentados no pedido de habeas corpus encaminhado ao STJ, buscando a liberdade do condenado ou a revisão da pena.

Fundamentação da decisão no stj

A desembargadora Nilsoni de Freitas negou o pedido com base na jurisprudência pacífica do Superior Tribunal de Justiça, que impede o uso de habeas corpus como substituto de recursos ou revisão criminal sem flagrante ilegalidade. O artigo 105 da Constituição Federal delimita a competência da corte para julgar revisões criminais de seus próprios julgados, não de tribunais locais.

Nos termos do artigo 105, I, e, da Constituição Federal, a competência desta corte cinge-se ao julgamento de revisão criminal de seus próprios julgados, razão pela qual não se pode inaugurá-la mediante a utilização de habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal em face de ato de tribunal local, notadamente na espécie, em que não se evidencia flagrante ilegalidade a ser sanada.

Nilsoni de Freitas

A decisão preserva o direito de locomoção apenas em casos de ilegalidade ou abuso de poder, evitando que o habeas corpus seja utilizado para rediscutir condenações definitivas sem elementos novos ou vícios evidentes. O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação original, e o STJ não identificou motivos para intervenção imediata.

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Presidente sanciona lei que restringe acesso ao STJ por relevância https://noticiasvilhena.com.br/presidente-sanciona-lei-restricao-acesso-stj-relevancia/ https://noticiasvilhena.com.br/presidente-sanciona-lei-restricao-acesso-stj-relevancia/#respond Wed, 05 Aug 2026 13:05:37 +0000 https://noticiasvilhena.com.br/presidente-sanciona-lei-restricao-acesso-stj-relevancia/ O presidente da República sancionou na terça-feira, 4 de agosto de 2026, a lei que regulamenta o acesso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) por meio da exigência de demonstração de relevância econômica, política, social ou jurídica que extrapole os interesses das partes. A medida, aprovada pelo Congresso Nacional em 17 de julho, busca reduzir o volume de processos que chegam à corte e acelerar o andamento da Justiça brasileira. Com a nova regra, apenas recursos que comprovem impacto mais amplo poderão ser analisados pelo tribunal.

Novos critérios para recursos ao stj

A legislação introduz critérios adicionais previstos na Constituição, mas agora detalhados para orientar advogados e jurisdicionados. Recursos que tratem apenas de questões individuais terão menor chance de admissão, enquanto causas com reflexos coletivos ganharão prioridade. O STJ passa a atuar de forma mais seletiva, concentrando esforços em temas de maior relevância nacional.

Objetivo da reforma processual

O principal objetivo é proporcionar mais agilidade ao sistema judiciário, evitando que o tribunal seja sobrecarregado por demandas repetitivas ou de baixo impacto. Especialistas apontam que a mudança pode encurtar prazos de julgamento e melhorar a qualidade das decisões proferidas. A população brasileira é a principal beneficiária esperada, pois processos de interesse coletivo devem tramitar com maior rapidez.

Espero que essa inovação possa trazer ao povo brasileiro, que precisa do bom funcionamento do STJ, mais agilidade nas coisas. Hoje, o povo pode ter esperança de que as coisas podem andar mais rápido na Justiça brasileira.

o presidente

Impacto esperado na justiça brasileira

Com a sanção presidencial, a lei entra em vigor imediatamente e já orienta as primeiras petições protocoladas após a data. Advogados deverão adaptar suas estratégias recursais para destacar a relevância dos casos. O Congresso Nacional e o STJ acompanham os primeiros efeitos da norma, que representa um passo importante para a modernização do processo civil no país.

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STJ decide que pagamento parcial de dívida solidária não permite regresso imediato https://noticiasvilhena.com.br/stj-pagamento-parcial-divida-solidaria-nao-permite-regresso-imediato/ https://noticiasvilhena.com.br/stj-pagamento-parcial-divida-solidaria-nao-permite-regresso-imediato/#respond Sat, 25 Jul 2026 12:20:43 +0000 https://noticiasvilhena.com.br/stj-pagamento-parcial-divida-solidaria-nao-permite-regresso-imediato/ A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça decidiu que o pagamento parcial de uma dívida solidária não autoriza o exercício imediato do direito de regresso contra os demais codevedores, mantendo a fase externa da solidariedade até a quitação integral.

Origem da controvérsia no TJRJ

Uma concessionária de via pública quitou parcialmente a condenação solidária decorrente de acidente de trânsito. Após esse pagamento, ela ajuizou pedido de regresso contra os demais codevedores, mas a ação foi negada em primeira instância e confirmada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

O TJRJ fundamentou a decisão no artigo 283 do Código Civil, que exige o cumprimento completo da obrigação para encerrar a relação com o credor e iniciar a fase interna entre os devedores solidários.

Entendimento da Terceira Turma

O ministro relator Ricardo Villas Bôas Cueva destacou que a solidariedade pressupõe unidade objetiva da prestação. Por isso, o pagamento parcial não extingue a obrigação perante o credor original.

A essência da solidariedade é tratar-se de uma obrigação com unidade objetiva, não podendo, portanto, haver solução sem integridade de prestação.

ministro Ricardo Villas Bôas Cueva

A Turma reforçou que apenas a quitação total permite aos codevedores que pagaram mais do que sua cota pleitear o reembolso interno, preservando a proteção do credor até o fim.

Repercussão prática da decisão

A orientação do STJ orienta que concessionárias e demais responsáveis solidários planejem ações de regresso somente após a quitação completa. A medida evita demandas prematuras que seriam rejeitadas por falta de legitimidade ativa.

Advogados que atuam em acidentes de trânsito e contratos de concessão devem observar esse entendimento para orientar clientes sobre o momento adequado para buscar reembolso entre codevedores.

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