O prefeito de Vilhena, Flori Cordeiro, criticou publicamente a condução da transição na gestão do Hospital Regional de Vilhena durante entrevista coletiva realizada no sábado, 4 de julho de 2026. Acompanhado por vereadores, secretários municipais e profissionais da saúde, ele alertou para riscos à qualidade do atendimento caso o secretário estadual de Saúde, Gilberto Batista de Oliveira, assuma o comando direto da unidade. O governo de Rondônia ainda não se manifestou sobre as declarações.
Alerta sobre interferência política
O chefe do Executivo municipal defendeu que a saúde pública exige continuidade administrativa e foco técnico. Ele ressaltou que mudanças abruptas podem comprometer o funcionamento do principal hospital de referência para Vilhena e toda a região. Profissionais presentes na coletiva reforçaram a necessidade de planejamento para evitar interrupções nos serviços.
Segundo Cordeiro, a operação hospitalar deve permanecer distante de disputas partidárias. A presença de gestores locais e equipes técnicas foi destacada como essencial para manter a qualidade do atendimento à população.
Posicionamento pela gestão técnica
O prefeito cobrou diálogo aberto entre as esferas municipal e estadual para viabilizar uma transição gradual. Ele argumentou que decisões políticas imediatistas podem afetar diretamente o acesso da população a serviços de saúde essenciais.
Não podemos permitir que um cargo político interfira diretamente na operação do hospital. Isso coloca em risco a qualidade do serviço prestado aos vilhenenses e a toda região
Flori Cordeiro
Além disso, Cordeiro enfatizou que o Hospital Regional precisa de estrutura estável e profissionais capacitados. A coletiva serviu para registrar publicamente a preocupação com eventuais prejuízos ao sistema de saúde regional.
Contexto e ausência de resposta estadual
Até o momento, o governo estadual não emitiu nota oficial sobre as críticas apresentadas pelo prefeito. Vereadores e secretários municipais que participaram do encontro manifestaram apoio à defesa de uma gestão baseada em critérios técnicos e não em indicações políticas.
A posição de Vilhena reforça a importância de processos de transição planejados em unidades de saúde de grande porte. A população local aguarda definições que garantam a continuidade dos atendimentos.