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Polícia Federal indicia 48 pessoas por fraudes no INSS em relatório ao STF

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CPMI que investiga descontos ilegais de aposentados ouve Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
CPMI que investiga descontos ilegais de aposentados ouve Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A Polícia Federal concluiu a primeira investigação da Operação Sem Desconto e entregou, na sexta-feira, 10 de julho de 2026, um relatório de 265 páginas ao Supremo Tribunal Federal. O inquérito apura um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS e resultou no indiciamento de 48 pessoas por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

O documento será encaminhado à Procuradoria-Geral da República, que decidirá sobre eventual denúncia, arquivamento ou necessidade de novas diligências. A operação envolve nomes de ex-dirigentes do INSS e de outros investigados que atuariam em conjunto para viabilizar os descontos irregulares.

Indiciamentos na operação sem desconto

Entre os indiciados estão o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, o ex-procurador-geral Virgílio de Oliveira Filho, o ex-diretor André Fidelis e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca. Também foi indiciado o presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, além de outras 43 pessoas.

A investigação da Polícia Federal abrange todo o território nacional e foca na identificação de mecanismos que permitiam a aplicação de descontos sem autorização dos beneficiários. O relatório reúne provas documentais e análises que sustentam as acusações de formação de organização criminosa.

Posição da defesa e próximos passos

A defesa do ex-presidente do INSS já se manifestou sobre a situação processual dos investigados.

Diante desse novo cenário processual, a defesa sustenta que a manutenção da prisão preventiva deve ser reavaliada pelo Supremo Tribunal Federal, por entender que a medida cautelar, de natureza excepcional, exige fundamentos concretos e contemporâneos que justifiquem sua permanência.

defesa do ex-presidente do INSS

O ministro do STF André Mendonça preside o caso e deverá analisar o relatório junto com a Procuradoria-Geral da República. O inquérito representa a primeira etapa de um processo que pode gerar novas ações penais ou medidas cautelares adicionais.

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