Na tarde de 3 de julho de 2026, cerca de 30 pessoas ligadas a uma nova Organização Social ocuparam as instalações do Hospital Regional de Vilhena, em Rondônia, para assumir a gestão no lugar da Santa Casa de Chavantes, sem comunicação prévia ou plano de transição, o que gerou um impasse imediato com a saída dos gestores anteriores.
Decisão do governo gera conflito imediato
A medida foi determinada pelo Governo de Rondônia e pegou de surpresa tanto a Santa Casa quanto os servidores e pacientes do hospital. A Santa Casa tentou remover os ocupantes e acionou a Polícia Militar em duas ocasiões, mas o impasse persiste até o momento.
O prefeito de Vilhena, Delegado Flori (Podemos), classificou a ação como abrupta e sem qualquer preparo. Ele destacou que a troca de gestão ocorreu sem o aviso de 60 dias previsto em contratos anteriores, deixando a unidade hospitalar sem estrutura adequada para manter os atendimentos.
Prefeito aponta riscos para pacientes
Segundo o prefeito, a falta de planejamento coloca em risco os serviços de saúde, especialmente em setores críticos como a UTI. Delegado Flori afirmou que a decisão pode comprometer o atendimento a casos graves e exigiu explicações do governo estadual sobre os critérios adotados.
Sem aviso prévio e sem força de trabalho ou estratégia para transição, Governo manda Santa Casa abandonar hospital regional
Delegado Flori
Os servidores do hospital e os pacientes também foram afetados pela mudança repentina, que interrompeu rotinas administrativas e assistenciais. Até o momento, não há informações oficiais sobre como será feita a transferência de responsabilidades entre as organizações.
Impasse permanece sem solução
A Polícia Militar foi chamada para mediar o conflito, mas nenhuma das partes recuou. A nova Organização Social permanece nas dependências do Hospital Regional de Vilhena, enquanto a Santa Casa de Chavantes aguarda orientações do governo para concluir sua saída.