O candidato ao Senado pelo Partido Liberal (PL), Bruno Bolsonaro Scheid, criticou oficiais de alta patente da polícia por falta de experiência operacional nas ruas. Em declarações públicas, ele diferenciou os chamados “coronéis de patente” dos “coronéis de rua” e defendeu maior valorização dos policiais que atuam diretamente nas operações contra o crime.
Posicionamento do candidato em relação à hierarquia
Scheid argumentou que a ascensão de oficiais sem vivência prática compromete a eficiência das forças de segurança. Segundo ele, a diferença entre quem ocupa cargos administrativos e quem enfrenta o crime diariamente gera distorções na valorização profissional dentro das corporações.
Coronel de patente não pode ser chamado de coronel de tropa. Aquele que nunca comandou um batalhão, que não sentiu nas ruas o cheiro da pólvora, que não enfrentou como praça operações cara a cara, que sempre esteve dentro de um gabinete, trancado no ar-condicionado, não pode ser chamado de coronel efetivo
Bruno Bolsonaro Scheid
O candidato enfatizou que a experiência de campo deve ser o critério principal para o reconhecimento de liderança nas polícias. Ele afirmou que coronéis formados apenas em gabinetes não podem ser equiparados aos agentes que lidam diariamente com operações de risco.
Impacto das críticas no cenário de segurança
Scheid associou a situação descrita à realidade atual de Rondônia, indicando que a falta de vivência operacional de alguns comandantes contribui para os desafios enfrentados pelo estado no combate às facções criminosas. Ele ressaltou a necessidade de promover profissionais com histórico de atuação direta nas ruas.
Não pode ser colocado no mesmo patamar do cabo, do soldado, do sargento, do sub[tenente], do cara que está na rua pronto para enfrentar a facção, os faccionados, aqueles que estão atacando a sociedade
Bruno Bolsonaro Scheid
As declarações reforçam o posicionamento do candidato em favor de uma hierarquia policial mais próxima da linha de frente. Scheid defendeu que patentes obtidas sem exposição a operações reais não preparam líderes para comandar tropas em situações de confronto.