A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou, no dia 4 de setembro de 2026, o edital de concessão de 887,6 km de rodovias federais que formam a Rota Agro Central, ligando Cuiabá, no Mato Grosso, a Vilhena, na divisa com Rondônia. A decisão, formalizada pela Deliberação nº 263, autoriza o Edital de Concessão nº 2/2026 e marca o início de um processo que inclui publicação do aviso, leilão e assinatura de contrato com uma concessionária privada por até 30 anos.
Traçado e rodovias envolvidas
O corredor abrange trechos das BR-070, BR-174 e BR-364, passando por Cáceres, Comodoro e Sapezal, em Mato Grosso, até alcançar Vilhena, em Rondônia. A extensão total de 887,6 km foi definida para atender ao fluxo crescente de cargas agrícolas e pecuárias da região central do país.
A concessão prevê investimentos em duplicação, pavimentação e manutenção para elevar os padrões de segurança e fluidez do tráfego. O modelo segue orientações do Tribunal de Contas da União e busca transferir à iniciativa privada a responsabilidade pela operação e conservação das vias.
Benefícios para o agronegócio
A modernização das rodovias visa ampliar a capacidade de escoamento de soja, milho, carne e outros produtos de Mato Grosso rumo a Rondônia e aos portos do Arco Norte. Com melhores condições de tráfego, o tempo de viagem deve reduzir e os custos logísticos tendem a cair, favorecendo a competitividade dos produtores.
Especialistas do setor apontam que a infraestrutura adequada é essencial para sustentar o crescimento da produção agrícola nas próximas décadas. A Rota Agro Central integra-se a outras iniciativas de concessão já em andamento no Centro-Oeste, formando uma rede mais eficiente de transporte.
Próximos passos do processo
Com a aprovação do edital, a ANTT deve publicar o aviso de licitação nos próximos dias. O leilão ocorrerá em data a ser definida, seguido pela assinatura do contrato de concessão com a empresa vencedora. O prazo de 30 anos permitirá à concessionária recuperar os investimentos realizados em obras e manutenção.
O acompanhamento do Tribunal de Contas da União continua durante todas as etapas, garantindo transparência e cumprimento das regras estabelecidas. O projeto reforça a estratégia federal de ampliar a participação privada na gestão de rodovias de grande importância econômica.