A decisão liminar do conselheiro Jailson Viana de Almeida, do Tribunal de Contas de Rondônia, suspende a troca de gestão do Hospital Regional de Vilhena. A medida foi tomada em 15 de setembro de 2026 após análise de denúncias apresentadas pela Santa Casa de Chavantes, atual gestora da unidade. O Estado de Rondônia planejava alterar o modelo de administração, mas a liminar impede a continuidade do processo por enquanto.
A suspensão ocorre em meio a questionamentos sobre os valores dos contratos de serviços terceirizados. A Santa Casa de Chavantes alegou que a nova gestão resultaria em pagamentos superiores aos atuais. O conselheiro destacou a diferença entre os montantes mensais informados nos documentos analisados.
Análise das denúncias recebidas
O Tribunal de Contas de Rondônia verificou que o Hospital Regional de Vilhena pagaria 9,96 milhões de reais mensais pelo mesmo serviço que atualmente custa 7,19 milhões de reais. A diferença apontada gera um impacto financeiro superior a 33 milhões de reais em 12 meses. A decisão liminar mantém a gestão da Santa Casa de Chavantes até nova deliberação do órgão.
Os dados foram extraídos de contratos e relatórios enviados pelas partes envolvidas. A análise focou nas falhas identificadas na transição proposta pelo Estado de Rondônia. Não há previsão imediata de nova data para retomada do processo de mudança.
Possível impacto financeiro
Moradores de Vilhena que dependem do Hospital Regional de Vilhena seguem atendidos pela estrutura atual. A liminar não altera o funcionamento diário da unidade nem os serviços prestados à população do Cone Sul. O Tribunal de Contas de Rondônia ainda deve analisar o mérito da questão em sessão futura.
A Santa Casa de Chavantes permanece responsável pela administração enquanto vigora a decisão. O Estado de Rondônia pode apresentar recursos ou esclarecimentos adicionais ao conselheiro. O processo tramita no Tribunal de Contas de Rondônia sem data definida para conclusão.