CotidianoSaúde

Criança de 6 anos aguarda cirurgia no HRV há 6 dias por causa da greve de médicos

11
Entrada de hospital regional brasileiro durante greve de médicos
Entrada de hospital regional brasileiro durante greve de médicos

Uma criança de 6 anos permanece internada no Hospital Regional de Vilhena desde o dia 18 de julho, aguardando cirurgia para corrigir fratura no braço, enquanto as operações são marcadas e canceladas repetidamente. A família relata dores constantes e jejuns prolongados, situação que se repete com outros pacientes da ala ortopédica por causa da greve dos médicos. O problema tem origem no atraso nos pagamentos salariais, que limita os atendimentos apenas a casos de alta emergência.

A espera pela cirurgia

A criança foi atendida na UPA no dia 17 de julho, realizou raio-X no HRV e foi internada no dia seguinte após insistência da família, diante da falta de leitos disponíveis. Desde então, as cirurgias foram adiadas ao menos duas vezes na semana seguinte, sem previsão de realização até o momento. A mãe da paciente descreve o impacto emocional do processo repetitivo de preparação e cancelamento.

Eu precisei insistir muito, dizer que ela não podia ir embora daquele jeito. É uma criança de 6 anos com o braço quebrado.

Mãe da criança

Os médicos da unidade confirmam que apenas atendimentos de emergência são realizados durante a paralisação, o que impede a realização de procedimentos ortopédicos programados.

Greve dos médicos afeta atendimentos

O movimento grevista dos médicos do HRV decorre do atraso no pagamento dos salários, embora os anestesistas tenham recebido seus vencimentos. Essa restrição afeta toda a ala ortopédica, onde pacientes aguardam intervenções semelhantes sem data definida. A direção do hospital ainda não divulgou cronograma de normalização dos serviços.

Eles marcam, a gente fica na expectativa, prepara ela, e depois vêm dizendo que foi cancelado. É uma tortura para uma criança.

Mãe da criança

Toda vez que os médicos passam, a resposta é a mesma: que não tem previsão para esta semana por causa dessa falta de pagamento.

Mãe da criança

Medo de complicações futuras

A mãe da criança expressa preocupação com possíveis sequelas caso o osso se consolide de forma inadequada durante a espera. Ela teme que uma correção posterior exija nova fratura do braço, procedimento que considera inaceitável. Outros familiares de pacientes ortopédicos relatam angústia semelhante diante da indefinição sobre os atendimentos.

Meu medo é que o braço cole no lugar errado e depois tenham que quebrar de novo para consertar. Isso eu não aceito.

Mãe da criança

Até o momento, não há informações oficiais sobre o pagamento dos salários ou o fim da greve, o que mantém a incerteza sobre a retomada das cirurgias no Hospital Regional de Vilhena.

Notícias relacionadas

Deputado libera R$ 9,22 milhões para hospitais de Rondônia em 2026
EconomiaPolíticaSaúde

Deputado libera R$ 9,22 milhões para hospitais de Rondônia em 2026

O deputado federal Coronel Chrisóstomo e a equipe de gestão orçamentária do...

O proprietário reconheceu imediatamente a bicicleta como sendo de sua propriedade
CotidianoPolícia

PM prende homem com bicicleta furtada na Avenida 1705 em Vilhena

Um homem foi preso pela Polícia Militar na Avenida 1705, bairro Jardim...

Fachada de mercado na Avenida Melvin Jones em Vilhena
PolíciaSaúde

Homem ferido a bala chega a mercado na Avenida Melvin Jones em Vilhena

Um homem precisou de socorro na tarde de segunda-feira, 28 de setembro...

Carro capotado com atendimento do SAMU na zona sul de Porto Velho
PolíciaSaúde

Samu atende capotamento com vítima na zona sul de Porto Velho

Equipe avançada do Samu foi acionada para atender grave capotamento de uma...