Mais de 50 alunos de escolas públicas de Vilhena e da Comunidade Quilombola de Santa Cruz participaram de oficinas gratuitas de artesanato com palha de buriti realizadas entre maio e junho de 2026. A iniciativa, promovida pela Escola Livre de Arte e Cultura Diversidade Amazônica em parceria com a Semec, ensinou técnicas tradicionais de preparo da matéria-prima e confecção de cestarias, bolsas, abajures e enfeites. As atividades incluíram ainda orientações sobre empreendedorismo e culminaram em uma exposição final dos trabalhos produzidos.
Oficinas valorizam saberes tradicionais
Durante os encontros, os participantes aprenderam desde o corte e o tratamento da palha até a montagem das peças artesanais. As oficinas ocorreram tanto em Vilhena quanto na Comunidade Quilombola de Santa Cruz, ampliando o alcance para estudantes de diferentes realidades. O objetivo principal foi preservar conhecimentos ancestrais da região amazônica enquanto se estimula a inclusão social por meio da economia criativa.
Os instrutores destacaram a importância de transmitir essas habilidades para as novas gerações. Muitos jovens descobriram aptidões que podem se converter em oportunidades de renda futura. A abordagem prática permitiu que os alunos experimentassem diferentes usos da palha de buriti, um recurso abundante na região.
Parcerias fortalecem a identidade local
A ação contou com o apoio de educadoras como Sônia Rodrigues, Maria Lúcia e Rosangela Bessa, que acompanharam todas as etapas do projeto. Elas ressaltaram que iniciativas como essa contribuem para manter viva a cultura local e para aproximar a comunidade escolar de suas raízes.
Essa oficina não é apenas sobre aprender uma técnica artesanal, mas sobre resgatar e valorizar a nossa identidade amazônica. Muitos alunos descobriram um talento que pode se transformar em fonte de renda e autonomia
Sônia Rodrigues
A palha de buriti é um presente da nossa terra. Ensinar esses jovens é garantir que esse conhecimento não se perca
Maria Lúcia
Investir na formação cultural dos nossos jovens é plantar o futuro da nossa cidade. Parcerias como essa enriquecem o aprendizado e fortalecem os laços comunitários
Rosangela Bessa
Resultados e perspectivas futuras
Após o encerramento das oficinas, os organizadores avaliaram positivamente o engajamento dos estudantes e a qualidade dos produtos expostos. A expectativa é que novas edições ampliem o número de beneficiados e consolidem a formação em artesanato como ferramenta de desenvolvimento local. A experiência demonstrou que a valorização de técnicas tradicionais pode gerar impactos duradouros tanto na preservação cultural quanto na autonomia dos jovens participantes.