O porta-voz do governo argentino, Manuel Adorni, renunciou ao cargo no sábado, 27 de junho de 2026, após admitir a ocultação de 500 mil dólares em declarações de bens. O valor teria origem em investimentos em criptomoedas realizados entre 2014 e 2018. A saída ocorre após Adorni resistir no posto com o apoio do presidente Javier Milei e contradiz declarações anteriores prestadas ao Congresso. O caso agora é investigado pela Justiça Federal argentina.
Detalhes do caso de ocultação patrimonial
Adorni reconheceu publicamente ter omitido os recursos em suas declarações oficiais. Essa contradição com informações anteriores ao Congresso argentino motivou a abertura de investigação pela Justiça Federal. O episódio envolve suposto enriquecimento ilícito e levanta questionamentos sobre a transparência de membros do governo.
As autoridades argentinas analisam os investimentos em criptomoedas realizados nos anos citados. Até o momento, não foram divulgados novos detalhes sobre o andamento do processo. A renúncia marca o fim de um período de resistência do porta-voz no cargo.
Carta de demissão e posicionamento de Milei
Em publicação nas redes sociais, Adorni confirmou a saída e agradeceu o apoio recebido. O presidente Javier Milei aceitou a demissão após insistir anteriormente para que o porta-voz permanecesse no cargo.
Obrigado pela confiança, Sr. Presidente. Foi uma verdadeira honra
Manuel Adorni
Obrigado. Obrigado por compreender as razões e por me compreender: pela primeira vez desde aquele 10 de dezembro de 2023, estou a contrariar os seus desejos. Obrigado por finalmente aceitar a minha demissão desta vez.
Manuel Adorni
A saída de Adorni representa uma mudança relevante na equipe de comunicação do governo argentino. O episódio reforça a necessidade de maior rigor nas declarações patrimoniais de autoridades públicas.